O Fim da Terceira República

Agora a máscara caiu em rede nacional, confirmando aquilo que sempre dissemos: PSDB e PMDB não são oposição ao PT. Os três são integrantes da mesma quadrilha montada para roubar o país. Ou seja, os três maiores partidos políticos do país estavam (e estão) em conluio para alternar indefinidamente o poder entre si. Isto significa que a democracia deixou de existir no país, algo que o Mensalão já evidenciava em 2013.

Lula-Temer-AécioOs três principais líderes políticos do país estão unidos para tentar impedir o avanço da Operação Lava-Jato e salvar suas peles e a de seus cúmplices. Há até indícios de que o juíz Teori Zvascki tenha sido vítima de um assassinato político. A situação que vivemos é pior do que a da Venezuela, pois a nossa ditadura é branca, velada, disfarça-se de democracia.

Não alimentem qualquer esperança de oposição com os tucanos ou pmdbistas, e arriscaria dizer, membros do PP. O Brasil precisa de uma limpa, com cidadãos conscientes e de mentalidade antigovernista, pra ontem.

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República da Mentira

Quando Lula, sentindo-se ameaçado pelas investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, em conversa particular revelou estar “assustado com a República de Curitiba”, sem querer terminou personificando o oposto do que o Brasil é neste momento. A capital paranaense é onde estão centralizadas as investigações da Operação Lava Jato, e portanto uma sede simbólica dos três órgãos que a conduzem: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal. A República de Curitiba termina representando a verdade e a justiça em um momento em que o país está afundado em mentiras e escândalos de corrupção. Ela é o oposto do que a política do Brasil é neste momento: uma República da Mentira.

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As provas do crime. Ou: O mensalão como símbolo da identidade nacional

É evidente para qualquer brasileiro minimamente informado, que o mensalão é o crime organizado mais bem arquitetado da história do Brasil. Sua relação com o PT é inequívoca e auto-evidente, assim como as coisas que são iguais a outras coisas são semelhantes entre si. Seja lá qual for o desfecho desse processo, uma coisa é fato, o brasileiro em geral não faz ideia de um elemento básico da lógica elementar. A causa e o efeito.

Sem interferir no resultado das eleições, ou pouco interferir, prova que o povo brasileiro não liga o crime organizado (denominado de mensalão) aos seus devidos autores, bem como ao partido destes, o PT (José Dirceu, Genoino e João Paulo Cunha).

Nas manifestações orquestradas e copiadas pelos idiotas úteis pode-se como diz o Lobão, compará-las a micaretas do carnaval brasileiro. Após os resultados nefastos ao futuro do Brasil, provenientes do nosso “STF”, nosso “Superior Tribunal de Justiça”, não presenciamos nenhuma grande manifestação, nem aquelas notavelmente percebida como mera escola de samba.

As manifestações que existiram foram poucas e evidentemente inexpressivas frente àquelas que mobilizaram milhares de jovens. Os “úteis”. Existe, portanto duas provas, a primeira é que os milhares de jovens que protestaram a partir da justificativa dos 20 centavos, foram apenas uma massa de manobra, prova essa que a percebemos apenas como um enredo de carnaval. A segunda pela falta de protestos contra o mensalão. Isto prova inequivocamente que o jovem não possui uma pauta, manifesta-se aleatoriamente e cumpre apenas os interesses impostos pela origem da orquestra, cumprem a pauta de uma quadrilha. O que esperar de um jovem proveniente de uma das piores educações do mundo? A resposta é o nada. O título do livro do lobão é bem sugestivo, “O manifesto do nada na terra do nunca”, ou “O imbecil coletivo do filósofo Olavo de Carvalho. Estes retratam bem o universo destrutivo no qual estamos inseridos, no caos de valores supremos, e do abismo que nos separa de um ser civilizado. Pobre selvagem. Pobre bárbaro brasileiro. Assim caminha a humanidade, com passos de bandido e sem vontade.

Se não há indignação, não há sentimento de injustiça, e se isto é um fato, também é verdade que o brasileiro é tão cúmplice dos crimes quanto aqueles que nunca reconheceram os mortos pelo comunismo como prova de uma doutrina nefasta e diabólica. Nada mudará enquanto não mudar o nosso sentimento de culpa, pois, se não nos sentimos culpados, é porque o crime não foi suficientemente danoso. Ou: O que há de diferente entre a ação da quadrilha e as nossas ações? A imagem do povo é a imagem dos políticos? Ou: A imagem dos políticos é a imagem do povo? A resposta é simples, a desorientação é tão grande que as duas respostas fazem sentido, elas se complementam.

Lula é manchete em toda a imprensa mundial…

… menos no Brasil onde a mídia é mansa.

ESPANHA – El principal imputado del “juicio del siglo” acusa a Lula de ser “el jefe” de la trama de compra de votos – (O principal acusado no “julgamento do século” acusa Lula de ser o chefe da trama de compra de votos).
Fonte: Noticias Yahoo España.

CHILE – Reo denuncia que Lula “era el jefe” de red de corrupción juzgada en Brasil – (Réu denuncia que Lula era o chefe da rede de corrupção em julgamento no Brasil).
Fonte: BioBioChile.

PANAMÁ – Lula “era el jefe” de red de corrupción juzgada en Brasil (Lula era o chefe da rede de corrupção no Brasil)
Fonte: Telemetro.

FRANÇA – Au Brésil, l’opérateur du scandale des années Lula prétend que le chef de l’Etat était au courant (No Brasil, o operador do Mensalão (Marcos Valério) diz que Lula sabia da trama).
Fonte: Le Monde.

ARGENTINA – Acusan a Lula de haber liderado una enorme red de corrupción – (Lula é acusado de liderar grande rede de corrupção).
Fonte: La Nación.

HONDURAS – Acusan a Lula da Silva de ser jefe de red de corrupción – (Lula é acusado de ser chefe de rede de corrupção).
Fonte: El Heraldo.

MÉXICO – Empresario acusado por corrupción involucra directamente a Lula en fraude – (Empresário acusado de corrupção envolve Lula diretamente na fraude)
Fonte: Sin Embargo.

Mensalão póstumo

Esse artigo foi escrito por Bruno Gimenes Di Lascio

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A maior qualidade de uma instituição democrática é justamente a reafirmação de sua legitimidade perante o ordenamento jurídico vigente. Em síntese, sua estabilidade. Nesse condão, olha-se para a judicatura no aguardo de decisões coerentes, compositoras das proporções mais desejáveis aos litigantes, sem que se esqueça a relevância das sentenças anteriores. Na mesma toada, a consolidação das instituições – o próprio Judiciário, por exemplo – só se dá quando elas têm vigias respectivos, tal como jornalistas previamente conhecedores dos assuntos verificáveis.

Nos últimos dois anos, o Supremo Tribunal Federal, com a desculpinha infalível de corrigir os conhecidos erros supostamente irremediáveis dos Poderes Executivo e Legislativo, provocou e foi provocado a promover inúmeros julgamentos de caráter político, sob os aplausos da grande mídia e os olhares insuspeitos da classe jurídica do país. Não se assusta com o fato de a Constituição Federal, objeto de guarda e zelo de nossa Suprema Corte, ter sido contrariada justamente pelos mantenedores (digamos que o sejam) de seu próprio texto, em uma confusão geral de métodos interpretativos, todos eles movidos pela mais clara intenção de alterar a norma sem modificar as palavras que a compõem, deprimindo qualquer hermenêutica admissível.

Não faltou muito para o Estado Democrático de Direito ser completamente solapado pelo Poder da República responsável por defendê-lo precipuamente. Refiro-me ao caso da Lei da Ficha Limpa. Por apenas seis votos a cinco, a Corte máxima vetou a “ideia” de retroagir os efeitos dessa lei para os casos concretos do passado. Em suma, a lei “contra a corrupção” invadiria o passado e sequestraria os direitos políticos daqueles que a feriram sem nem saber que ela um dia pudesse existir. O direito adquirido, um dos símbolos do jurismo democrático, suspirou por apenas um voto.

O esperneio de parte da imprensa contra a decisão que impediu a retroavidade da Lei da Ficha Limpa, acórdão esse reforçador ao direito constitucional positivo, não foi visto em outras decisões que, diversas desta, colidiram com o texto da Lei Maior. A chave da questão, entretanto, não é a incoerência do Supremo Tribunal Federal, mas a inescrupulosidade de parte dos jornalistas-comentaristas, ávidos em aplaudir com barulho unicamente o que lhes agrada – ou aparenta agradar, de acordo com os esquemas assumidos travestidos de corretos.

Fazendo jus à teledramaturgia antiga, resgatadora dos princípios morais da boa convivência, o julgamento do mensalão foi mais um capítulo assistido por uma população à espera de desfechos revigorantes, ainda mais diante das inúmeras desconfianças antes de seu início. Apesar delas, o esquema mensaleiro foi esmiuçado com evidências legais e terminará encarcerando os poderosamente intocáveis, afinal, quem, portando a mais sóbria convicção, não suspeitaria de magistrados indicados por políticos, sendo que alguns destes portavam ocasionalmente o nobre crachá de réu? A causa motora da moralização dos ministros do STF em prol do dever oficial de julgar os acusados nos auspícios da lei foi o temor reverencial à força de protestos populares. O medo do olhar torto, deveras.

Não há, como se sabe, ato judicial válido sem publicidade, e não houve equívoco maior – e planejado, claro – de o de se omitir completamente o que foi o mensalão, ou seja, aquela incessante compra de cabeças pensantes (assim digamos) para que votassem de acordo com a rotina parlamentar dos agentes do governo federal. A imprensa, primorosa em promover as briguinhas do homem morcego com o morcego-homem, calou-se em um silêncio que, se não espantou, por previsibilidade, enervou, por mais uma vez deixar de ser o que era para ser: a divulgadora fatal do esquema de autoritarismo que, vez ou outra, move a política brasileira, agora com cortina ideológica.

O Brasil noveleiro comemora infantilmente a prisão dos corruptos, a vitória da lei ante àqueles que assaltaram os cofres públicos, esquecendo-se de que nenhum deles ficou minimamente mais rico com o dinheiro traficado nos malotes, destinado às dívidas eleitorais adimplidas pelo comércio de suas consciências como deputados para o sustento de um esquema ditatorial visível, o qual o Poder Executivo subjugava o Poder Legislativo num golpismo político criminoso.

Não fosse a traição do camarada Bob Jeff, estaríamos, até o presente momento, brindando as glórias da democracia nacional enquanto os tiranos decretariam normas na mesma intensidade em que se dizem inocentes e perseguidos.

Sem ter notado esse mero detalhe, não há qualquer saldo positivo no julgamento do mensalão, apenas a modesta reclusão de que alguns dos condenados serão submetidos por tempo ínfimo, sendo que uma variedade enorme de asseclas dos futuros presidiários estarão lá fora, contemplando o nascer do sol no cerrado brasileiro e projetando uma nova tentativa de assalto não às reservas financeiras do Estado, mas à legitimidade das instituições democráticas, vitais ao futuro do ordenamento jurídico nacional.

Exigir o cumprimento de deveres morais para quem não os têm ou os relativiza e em seguida perceber o mais mínimo obedecimento da exigência é um ato mais difícil que, por conta própria, ir lá e efetivar a missão que não lhe pertence em princípio. É o que setenta fazer pela mídia alternativa, vez ou outra cerceada por propostas regulatórias. O jornalismo nacional pop até pode ostentar a vitória do Brasil contra a corrupção, mas não apagará mais uma das chagas deixadas por sua omissão premeditada, demonstrando que não só as canetas de alguns parlamentares é que estão à venda.