Divulgação – 1º Encontro Conservador

Caros leitores, esta publicação vai direcionada ao público conservador do blog.

Partido Conservador BrasileiroO 1º Congresso Nacional Conservador, organizado pelo Partido Conservador, ocorrerá este mês nos dias 20 e 21, em Curitiba.

O Partido Conservador busca resgatar este histórico partido brasileiro e defende pautas conservadoras como o movimento pró-vida, o Estado Mínimo, a defesa do armamento civil e a redução da maioridade penal. É um grupo que se baseia nos valores judaicos-cristãos e busca resgatar a família como célula da sociedade. Em suma, busca representar aquela boa parte da população brasileira que não se vê representada pelos atuais partidos políticos do Brasil.

O evento contará com a participação do jornalista Paulo Eduardo Martins e do advogado Miguel Nagib, fundador do portal Escola Sem Partido, além de mesas redondas e palestras.

O quê: 1º Congresso Nacional Conservador
Onde: Hotel Estação Express. Rua João Negrão, 780 – Centro, Curitiba – PR
Quando: 20 e 21 de julho, a partir das 09:00.
Quanto: R$30 (ingressos a venda no site do partido).

Informações sobre a programação do evento podem ser lidas no site do Partido: www.partidoconservador18.com.

Como Não Fazer

Por G.K. Chesterton. Tradução por Renan Felipe dos Santos do artigo “How Not To Do It” publicado na GK’s Weekly Magazine em 16 de maio de 1935. Para ler o artigo original em inglês, hospedado no site da De Montfort University de Leicester, clique aqui.

como não fazer

Há duas formas conhecidas de discutir com um comunista; e ambas estão erradas. Há também uma terceira forma que é correta mas que não é conhecida. Agora tenho a noção de que, por um motivo ou outro, uma parte considerável do nosso tempo cedo ou tarde será consumida discutindo com comunistas. E vou descrever em poucas palavras o que considero ser a forma certa de fazê-lo. Curiosamente, as duas maneiras mais comuns de contradizer o comunismo também se contradizem entre si. A primeira consiste em acusar o bolchevista de todos os vícios. A segunda, curiosamente, consiste em acusá-lo de todas as virtudes. Consiste realmente em contrapor os nossos vícios às virtudes, ou supostas virtudes, dele.

Este é o truque mais perigoso e até suicida dos dois, e sua natureza exige uma pequena explicação. O primeiro método, ou método convencional, é bastante simples. O capitalista diz ao comunista, “Você não entrará em minha casa, pois sei que você irá destruí-la; você não falará com minha família, pois sei que você a explodiria; você é um ladrão e assassino qualquer, eu sou uma pessoa moral e respeitável. Não somo como os russos.” Eu não gostaria de falar assim com um bolchevista, porque eu não falaria assim nem com um ladrão. É portar-se como um fariseu; e o fariseu é um inimigo do cristão mais antigo que o marxista.

Eu prefiriria o outro método, o qual me parece extremamente comum entre aqueles que afirmam defender a propriedade ou o individualismo contra a heresia marxista. Consiste em dizer ao comunista que ele é um idealista, ou, em outras palavras, que ele está errado porque tem ideais. Neste segundo caso, o capitalista diz ao comunista, “Você acredita em um monte de bobagens sobre a irmandade entre os homens; mas eu digo, como um homem prático, que cada um quer obter o máximo possível para si, e agrediria o próprio irmão por um negócio se pudesse. Cada homem deve obedecer o seu instinto aquisitivo.” (Eu li exatamente estas palavras em um ataque à teoria bolchevista.) “Não se pode manter as coisas funcionando sem empresas privadas; e não se pode produzir empresas privadas sem suborná-las ou recompensá-las com os louros oriundos da propriedade privada.” As pessoas usam estes argumentos contra o comunismo como se estes fossem argumentos somente contra o comunismo, e depois se surpreendem porque um grande número de jovens entusiasmados se tornam comunistas.

Eles não percebem que, para os jovens, o capitalista em questão parece estar dizendo simplesmente, “Eu sou um patife ganancioso, e proíbo você de ser qualquer coisa diferente disso.”

Mas o verdadeiro argumento final e completo contra o comunismo é que a propriedade privada é muito mais importante que a empresa privada. Um batedor de carteiras realiza um empreendimento privado, mas não se pode dizer que ele apoia a propriedade privada. A propriedade privada não é uma recompensa que existe para manter a empresa privada. Pelo contrário, a empresa privada é somente uma ferramenta ou uma arma, que pode às vezes ser útil para preservar a propriedade privada. E é necessário preservar a propriedade privada simplesmente porque ela é um outro nome para a liberdade. Não é meramente um respeito convencional. Pelo contrário, é somente o homem com alguma propriedade e privacidade que pode viver sua própria vida livremente. E tampouco é uma simples licença comercial, e menos ainda uma licença para a fraude. Pelo contrário, toda a questão da propriedade gira em torno do fato de que ela somente pode ser nutrida com o sentimento da honra. Seria necessário mais espaço aqui para expor esta tese, e levaria mais tempo ainda para expô-la a um comunista. Mas um comunista certamente a escutaria por mais tempo do que a um homem meramente gabando-se de sua própria retidão ou a um homem que se gaba da própria avareza.


Leia também:

Os CDR em Cuba

Por que em Cuba ninguém reclama ou exige seus direitos? Porque sempre há um olho na vizinhança que te vê, te denuncia e desgraça a tua vida.

Artigo publicado originalmente, em espanhol, no site do blogueiro cubano Yusnaby Pérez. Tradução para o português de Renan Felipe dos Santos. Para ler o texto publicado no site original, clique aqui.

Há um senhor que toda semana visita a casa da minha vizinha Mercy. A única coisa que sabemos sobre ele é que depois de cada visita alguém no quarteirão recebe uma má notícia: uma vaga de trabalho recusado, uma viagem negada, uma licença não outorgada ou simplesmente um telefone fixo solicitado e jamais habilitado, etc.

cdr-cuba

Mercy é a presidente do CDR da minha rua, uma organização criada em plena efervescência do socialismo em 1960 e cujas siglas correspondem a Comitê de Defesa da Revolução. Em cada canto do meu país há um CDR; um sistema de vigilância contínua entre vizinhos.

Na minha casa quando cozinhamos camarões precisamos fechar completamente as portas e as janelas. O cheiro pode nos delatar a Mercy. No dia seguinte, os restos de comida não podem ser jogados fora no latão de lixo da esquina: preciso descartá-los quatro quadras adiante para que Mercy não nos descubra. Assim também faz meu vizinho Luisito com o quarto que aluga à noite: espera que Mercy durma para deixar entrar os inquilinos que buscam paixões noturnas.

Todos nós tomamos cuidado com ela. Quando a vemos, sorrimos e cumprimentamos, mas sabemos que em sua mente ela está buscando cada detalhe delator de nossos sorrisos. Ela se encarrega de informar ao policial chefe do setor, aos investigadores do Partido Comunista e aos agentes do Departamento de Segurança do Estado ou G2 (polícia política) sobre nossas vidas com riqueza de detalhes. Mercy conta nossas preferências sexuais, nossa atitude ou opinião política; se trabalhamos ou estudamos, e, se não fazemos nenhum dos dois, nos denuncia e nos aplicam a lei de periculosidade. Mercy está a par de com quem nos encontramos, quem visita nossa casa e seus respectivos nomes. Se algum estrangeiro dorme em nossa propriedade, ela chama a imigração e nos multam em milhares de pesos cubanos conversíveis*.

Mercy elaborou uma lista de todo vizinho com familiares no exterior, já que este é um ponto muito investigado. Ela foi orientada a organizar atos de repúdio, ou seja, convocar a maior quantidade possível de vizinhos e ir às casas de “contrarrevolucionários” e atirar pedras, gritar lemas “revolucionários” e provocar uma violenta vexação pública. Nos dias de eleições, ela vai casa por casa verificando quem votou e quem não. Aos que não foram votar, ela os obriga e até mesmo traz a ficha de votação à sua casa para “comodidade” do eleitor. Quem se nega a exercer seu direito ao voto, Mercy inscreve na odiosa lista de “desafetos do quarteirão”.

O futuro de um estudante ou trabalhador está sujeito ao veredito de uma pessoa encarregada de vigiar, que de forma secreta colabora com órgãos públicos. A opinião de Mercy, só por declarar-se fiel aos princípios da “Revolução” está por cima de todo mérito pessoal, acadêmico ou profissional demonstrado pelo indivíduo em questão.

Esta vigilância contínua delata o idoso que vende sacolas “ilegalmente”, o professor que no seu tempo livre dá aulas particulares, o vizinho carpinteiro que não tem licença, o amigo que come carne de gado ou o cidadão que pensa politicamente “diferente”… Por isto, existe a dupla moral em Cuba. Por isto as pessoas, quando criticam o governo, o fazem em voz baixa porque sabem que alguém pode estar escutando através da parede.

Meu amigo Lachy não pode buscar carreira universitária porque o presidente do CDR “informou” que sua família era católica. Durante os primeiros 30 anos de existência desta organização, foi duramente denunciado todo religioso, homossexual ou cubano com família e amigos no exterior.

Quando fiz 14 anos, Mercy automaticamente me adicionou à lista de “cederistas”. Jamais fui consultado! Os que se negam fazer parte dos CDR são vetados e lhes são fechadas as portas em toda oportunidade cotidiana.

A efetividade da polícia política cubana e do Departamento Técnico de Investigações reside na existência dos CDR, que lhes oferece informação próxima, detalhada e permanente dos objetos de investigação.

Agora pretendem implantar na Venezuela as chamadas “comunas”; objetivo fixo para semear o medo, a autocensura, a desconfiança entre vizinhos e eliminar na raiz toda forma de oposição ou ativismo cidadão. Prática que funcionou e ainda funciona em Cuba.

Muitos perguntam: por que em meu país ninguém reclama ou exige seus direitos? Porque sempre há um olho na vizinhança que te vê, te denuncia e desgraça a tua vida. No meu caso é a Mercy, presidente do CDR e encarregada da “vigilância revolucionária” como diz o cartaz colado à sua porta.


NOTAS:

*Em Cuba circulam duas moedas: o peso cubano e o peso cubano conversível. O peso cubano conversível tem sua taxa de câmbio artificialmente pareada com o dólar e serve de substituto para o mesmo na ilha. Alguns produtos só podem ser obtidos com esta moeda, e somente cubanos com acesso a divisas -legais ou ilegais- vindas do exterior tem acesso a ela, o que lhes confere um poder de compra pelo menos 24 vezes maior do que o cubano sem acesso a divisas do exterior. Estima-se que 20% de todo o dinheiro que entra em Cuba vem de remessas internacionais por parte de cubanos residentes no exterior, o que garante que os cubanos dentro da ilha sobrevivam apesar das condições de extrema pobreza.

Comunicado – Coluna do Leitor

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